
Vitamina D: por que até quem toma sol pode estar em deficiência
Um estudo com 1.004 doadores de sangue em Salvador, Curitiba e São Paulo, realizado durante o verão, encontrou deficiência de vitamina D em 15,3% das pessoas e insuficiência em 50,9% — ou seja, mais de 60% do total com níveis abaixo do ideal, mesmo na estação de maior exposição ao sol.
Isso surpreende porque a vitamina D é produzida principalmente pela pele quando exposta ao sol, e o Brasil tem incidência solar alta na maior parte do território. Fatores como rotina urbana com pouca exposição direta, uso de protetor solar e composição corporal ajudam a explicar o resultado.
A tabela nutricional brasileira ainda recomenda 200 UI por dia, mas a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia já indica 600 UI diárias para crianças acima de 1 ano e adolescentes — um reflexo de que a recomendação antiga estava desatualizada.
A alimentação sozinha raramente é suficiente para repor vitamina D, já que poucos alimentos são fontes relevantes. Por isso, avaliar a exposição solar adequada e, quando necessário, suplementar de forma orientada por exame de sangue é o caminho recomendado — não a automedicação.
Fontes
- Agência Fiocruz de Notícias
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)



