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Alimentos ultraprocessados: o real impacto na saúde, segundo dados da Fiocruz
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Alimentos ultraprocessados: o real impacto na saúde, segundo dados da Fiocruz

Por Carlos Oliveira·12 de julho de 2026·Atualizado em 14 de julho de 2026·1 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

Um estudo do pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília e do Nupens/USP, estima que o consumo de alimentos ultraprocessados esteja associado a 57 mil mortes por ano no Brasil, o equivalente a 10,5% de todas as mortes no país.

O mesmo levantamento calcula um custo de pelo menos R$ 10,4 bilhões por ano ao sistema de saúde brasileiro, decorrente de doenças associadas ao consumo frequente desses produtos, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Um agravante identificado por pesquisas recentes: alimentos ultraprocessados vêm ficando relativamente mais baratos ao longo do tempo, enquanto alimentos in natura ou minimamente processados vêm subindo de preço — o que dificulta a troca por opções mais saudáveis, especialmente para famílias de baixa renda.

Não é necessário eliminar totalmente os ultraprocessados da rotina, mas reduzir a frequência e priorizar preparações caseiras nas refeições principais já tem impacto relevante — pequenas trocas, como preparar o próprio lanche em vez de comprar industrializado, contam.

Fontes

  • Fiocruz Brasília / Nupens-USP — pesquisador Eduardo Nilson
  • Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)

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