
Alimentos ultraprocessados: o real impacto na saúde, segundo dados da Fiocruz
Um estudo do pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília e do Nupens/USP, estima que o consumo de alimentos ultraprocessados esteja associado a 57 mil mortes por ano no Brasil, o equivalente a 10,5% de todas as mortes no país.
O mesmo levantamento calcula um custo de pelo menos R$ 10,4 bilhões por ano ao sistema de saúde brasileiro, decorrente de doenças associadas ao consumo frequente desses produtos, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Um agravante identificado por pesquisas recentes: alimentos ultraprocessados vêm ficando relativamente mais baratos ao longo do tempo, enquanto alimentos in natura ou minimamente processados vêm subindo de preço — o que dificulta a troca por opções mais saudáveis, especialmente para famílias de baixa renda.
Não é necessário eliminar totalmente os ultraprocessados da rotina, mas reduzir a frequência e priorizar preparações caseiras nas refeições principais já tem impacto relevante — pequenas trocas, como preparar o próprio lanche em vez de comprar industrializado, contam.
Fontes
- Fiocruz Brasília / Nupens-USP — pesquisador Eduardo Nilson
- Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)



