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Anvisa aprova Qelbree (viloxazina) para TDAH em adultos, opção não estimulante
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Anvisa aprova Qelbree (viloxazina) para TDAH em adultos, opção não estimulante

Por Carlos Oliveira·06 de setembro de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que foi aprovado

A Anvisa aprovou a ampliação do registro do Qelbree (viloxazina) para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em adultos — o medicamento já era aprovado no Brasil para crianças e adolescentes a partir de 6 anos.

Por que é diferente dos tratamentos tradicionais

A maioria dos medicamentos de primeira linha para TDAH são estimulantes (à base de metilfenidato ou anfetaminas), eficazes mas com potencial de abuso e uso indevido, além de exigirem controle especial na prescrição. A viloxazina é um não estimulante — atua principalmente inibindo a recaptação de noradrenalina, um neurotransmissor envolvido na atenção e no controle de impulsos, sem o mesmo perfil de dependência.

Para quem é indicado

É uma alternativa especialmente relevante para adultos com histórico de abuso de substâncias, para quem estimulantes tradicionais representam maior risco, ou para pacientes que não toleram bem os efeitos colaterais dos estimulantes, como insônia e perda de apetite intensa.

Como é tomado

O medicamento é tomado uma vez ao dia, com efeito que se estabelece de forma gradual ao longo das primeiras semanas de uso — diferente dos estimulantes, que costumam ter efeito perceptível já no primeiro dia.

Efeitos colaterais

Os efeitos mais comumente relatados são sonolência, dor de cabeça, náusea e queda de apetite, geralmente leves a moderados. Diferente dos estimulantes, não há evidência de potencial de abuso significativo, o que dispensa o controle especial de receita exigido para essas outras classes de medicamentos.

O diagnóstico e o tratamento do TDAH devem ser conduzidos por psiquiatra ou neurologista. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

TDAH em adultos costuma passar despercebido

Diferente da percepção comum de que o TDAH é só um diagnóstico infantil, estima-se que uma parcela relevante dos adultos com a condição nunca foi diagnosticada na infância — muitos chegam ao diagnóstico só depois de dificuldades persistentes de organização, concentração no trabalho ou impulsividade que impactam a vida adulta de forma mais visível.

Não estimulante não significa mais fraco

Existe um equívoco comum de que medicamentos não estimulantes são menos eficazes — na prática, a escolha entre estimulante e não estimulante depende do perfil de cada paciente (histórico de ansiedade, risco de abuso de substância, resposta prévia a outros tratamentos), não de uma hierarquia fixa de eficácia.

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