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Anvisa aprova Spravato (escetamina): tratamento para depressão resistente que age em horas, não semanas
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Anvisa aprova Spravato (escetamina): tratamento para depressão resistente que age em horas, não semanas

Por Carlos Oliveira·24 de julho de 2026·1 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

Depressão resistente ao tratamento é o termo usado quando a pessoa não responde adequadamente a pelo menos dois antidepressivos diferentes, usados em doses e por tempo apropriados. Uma parcela significativa de quem convive com depressão se encaixa nesse cenário, o que torna esse grupo especialmente desafiador de tratar.

A Anvisa aprovou o Spravato (cloridrato de escetamina) para esses casos — um spray nasal que representa uma das primeiras opções desse tipo registradas no Brasil especificamente para depressão resistente.

A diferença central em relação aos antidepressivos tradicionais está no mecanismo de ação: enquanto a maioria dos antidepressivos atua principalmente na serotonina, a escetamina age via antagonismo dos receptores NMDA, ligados ao sistema glutamatérgico do cérebro — uma via bioquímica diferente, o que ajuda a explicar por que pode funcionar em pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

Um dos aspectos mais chamativos é a velocidade: a escetamina pode produzir melhora sintomática em questão de horas, ao contrário dos antidepressivos tradicionais, que costumam levar semanas para mostrar efeito completo. Para alguém em sofrimento agudo, essa diferença de tempo pode ser clinicamente muito relevante.

A aplicação não é feita em casa: o medicamento é administrado sob supervisão médica direta, geralmente em ambiente clínico, com monitoramento do paciente durante e após a aplicação, dado o perfil de efeitos da substância (relacionada estruturalmente à cetamina).

Vale destacar que a escetamina não é um tratamento de primeira linha — ela é indicada especificamente para depressão resistente, após a falha de tratamentos anteriores, e sempre dentro de acompanhamento psiquiátrico contínuo. O acesso ainda é um desafio no Brasil, com discussões em andamento sobre cobertura por planos de saúde e pelo SUS.

Fontes

  • Portal Afya
  • Medcel

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