VidaNutri
Sódio: por que o brasileiro consome quase o dobro do recomendado pela OMS
Dietas

Sódio: por que o brasileiro consome quase o dobro do recomendado pela OMS

Por Carlos Oliveira·19 de julho de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

A recomendação oficial da Organização Mundial da Saúde, adotada também pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, é de no máximo 2 gramas de sódio por dia para adultos saudáveis — o equivalente a cerca de 5 gramas de sal de cozinha, ou uma colher de chá rasa.

No Brasil, o consumo médio real é de 9,3 gramas de sal por dia, quase o dobro do limite recomendado. Segundo levantamentos nacionais, apenas 2,4% da população consome menos de 5 gramas de sal por dia — ou seja, a grande maioria ultrapassa a recomendação, muitas vezes sem perceber.

O curioso é que a maior parte desse sódio não vem do saleiro na mesa. As principais fontes são o sal adicionado durante o preparo das refeições e o consumo de alimentos processados e ultraprocessados — embutidos, temperos prontos, salgadinhos, molhos industrializados, macarrão instantâneo e caldos em cubo costumam concentrar boa parte do sódio consumido ao longo do dia.

O impacto na saúde pública é significativo: o consumo excessivo de sódio está associado a mais de 46 mil mortes anuais por doenças cardiovasculares no Brasil, com custos diretos e indiretos estimados em US$ 944 milhões por ano. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que, se o consumo de sal no país seguisse os padrões recomendados pela OMS, haveria uma redução de 15% nos óbitos por AVC e de 10% nos óbitos por infarto.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde publicou uma política específica de redução de sódio em alimentos processados, com metas bianuais firmadas em Termos de Compromisso junto a associações do setor produtivo de alimentos, buscando reduzir de forma gradual e voluntária o teor de sódio nas categorias de alimentos que mais contribuem para o consumo excessivo no país.

Na prática, algumas mudanças simples ajudam bastante: substituir parte do sal por temperos naturais como alho, cebola, ervas frescas e limão realça o sabor sem depender só do sódio; checar rótulos de produtos industrializados ajuda a identificar fontes escondidas de sódio (termos como glutamato monossódico e bicarbonato de sódio também contam); e reduzir a quantidade de sal aos poucos, em vez de cortar de uma vez, costuma facilitar a adaptação do paladar.

Pessoas com hipertensão, doença renal ou outras condições que exigem controle rigoroso de sódio devem seguir orientação médica ou nutricional individualizada antes de fazer mudanças bruscas na dieta — a recomendação geral da OMS é um parâmetro para a população saudável, não uma prescrição clínica.

Fontes

  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Ministério da Saúde
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
Kit Digital

Kit VidaNutri: 3 guias práticos para comer melhor

Cardápio de 7 dias, 30 receitas fit e um guia de marmitas e lancheiras — tudo em PDF, com ingredientes baratos e fáceis de encontrar.

Quero o kit por R$19,90

Você também pode gostar