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Anvisa aprova Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma não Hodgkin agressivo
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Anvisa aprova Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma não Hodgkin agressivo

Por Carlos Oliveira·21 de julho de 2026·1 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

A Anvisa publicou, em julho de 2026, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pelo laboratório Roche, para o tratamento de um tipo agressivo de câncer que afeta o sistema linfático.

O Columvi — usado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina — é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) que voltou após tratamento (recidivante) ou que não respondeu aos tratamentos iniciais (refratário). No Brasil, estima-se que cerca de 4 mil pessoas recebam esse diagnóstico por ano.

O medicamento é um anticorpo monoclonal biespecífico — ou seja, uma molécula desenhada para se ligar simultaneamente a dois alvos diferentes: o antígeno CD20, presente nas células tumorais, e o CD3, presente nas células de defesa do próprio corpo (células T). Na prática, isso funciona como uma espécie de "ponte", aproximando as células de defesa das células cancerosas para que o próprio sistema imunológico do paciente ataque o tumor de forma mais direcionada.

Uma vantagem prática importante: o tratamento com Columvi é aplicado por via intravenosa e pode ser administrado sem necessidade de internação do paciente, o que tende a facilitar o acesso e reduzir o impacto do tratamento na rotina de quem já está lidando com uma doença grave.

Esse tipo de terapia — os anticorpos biespecíficos — representa uma linha relativamente recente no tratamento de cânceres do sangue e do sistema linfático, e vem ganhando espaço como alternativa para pacientes que não respondem bem às quimioterapias tradicionais. Como em qualquer tratamento oncológico, a indicação e o acompanhamento devem ser feitos exclusivamente por um médico oncologista, considerando o histórico e o estágio da doença de cada paciente.

Fontes

  • Agência Brasil
  • Agência Gov

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