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Anvisa amplia dois medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes
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Anvisa amplia dois medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes

Por Carlos Oliveira·22 de julho de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

Lúpus eritematoso sistêmico (LES) e esclerose múltipla são doenças autoimunes — condições em que o sistema de defesa do corpo passa a atacar os próprios tecidos por engano. Embora sejam mais associadas a adultos, ambas também podem afetar crianças e adolescentes, um grupo que historicamente tem menos opções de tratamento aprovadas, já que a maioria dos estudos clínicos é conduzida primeiro em adultos.

Em julho de 2026, a Anvisa publicou a Resolução nº 2.831/2026, ampliando a indicação de dois medicamentos já usados em adultos para incluir pacientes pediátricos — uma mudança que passa a oferecer alternativas com respaldo regulatório específico para essa faixa etária.

O Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo, como tratamento complementar para pacientes com alto grau de atividade da doença que já estejam em tratamento padrão — corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores. O medicamento está disponível também em caneta aplicadora autoinjetora, o que reduz a necessidade de deslocamentos frequentes a centros de infusão.

Já o Ocrevus (ocrelizumabe) teve sua indicação ampliada para pacientes a partir de 12 anos e 40 kg, para o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) — a forma mais comum da doença, caracterizada por períodos de crise seguidos de recuperação parcial ou total. O medicamento é um anticorpo monoclonal que atua reduzindo a atividade inflamatória associada à doença.

Ambas as ampliações foram autorizadas no mesmo dia (20 de julho de 2026), reforçando um movimento mais amplo da Anvisa de atualizar bulas e indicações para incluir populações pediátricas em tratamentos que já eram usados com segurança em adultos — algo especialmente relevante para doenças autoimunes graves, em que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado desde a infância podem influenciar bastante o curso da doença.

O tratamento de crianças e adolescentes com doenças autoimunes deve ser sempre acompanhado por reumatologista ou neurologista pediátrico, que vai avaliar a atividade da doença, o histórico de tratamentos anteriores e os riscos específicos de cada paciente antes de indicar qualquer mudança terapêutica.

Fontes

  • Agência Brasil
  • Bahia Notícias

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